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Sáb 28 Novembro 2020
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Resistência aos antibióticos pode matar 10 milhões até 2050

Infeções simples que existem na atualidade podem vir a ser fatais nos próximos anos e causar a morte de 10 milhões de pessoas até 2050 devido à resistência aos antibióticos. Para alertar para este problema de saúde pública, e numa altura em que se assinala o Dia Europeu do Antibiótico (18 de novembro), a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) volta a juntar-se à campanha de sensibilização nacional “Responsabilidade é o Melhor Remédio” e pede consciencialização na utilização destes medicamentos.

“Todos os anos morrem 700 mil pessoas devido à resistência aos antibióticos e o cenário pode complicar-se ainda mais no futuro, tal como mostram as previsões realistas e assustadoras da Organização Mundial de Saúde, que nos diz que se o consumo de antibióticos se mantiver nos números atuais, a resistência aos mesmos, e consequente falha no tratamento, vai ser responsável pela morte de 10 milhões de pessoas até 2050”, alerta Eurico Silva, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

“Importa ainda relembrar que, anualmente, morrem mais pessoas em Portugal devido a infeções associadas aos cuidados de saúde – falamos de bactérias resistentes – do que por acidentes de viação. O assunto é sério e muito preocupante e está na hora de fazermos alguma coisa para reverter esta situação. É tempo de sermos conscientes e alertar o familiar, o amigo ou o conhecido para este problema e tentar evitar o consumo de antibióticos de forma frequente e desnecessária porque, mais uma vez, relembramos que os antibióticos não são eficazes nas infeções causadas por vírus, situações onde costumam ser recorrentemente utilizados”, conclui.

Dados mostram que, por exemplo, 80% das dores de garganta são causadas por vírus, nas quais os antibióticos não são eficazes1,2,. Uma inflamação na garganta inclui sintomas como dor,  vermelhidão,  inchaço e  calor, que podem durar entre 3 a 7 dias, devendo a pessoa melhorar após esse período.

Para sensibilizar para esta problemática, a APMGF uniu-se mais uma vez à campanha de sensibilização nacional “Responsabilidade é o Melhor Remédio”, uma iniciativa que tem como principal objetivo sensibilizar médicos, farmacêuticos e população em geral para a importância da utilização responsável do antibiótico e que, desde a sua criação, já fez chegar milhares de materiais informativos às farmácias e centros de saúde de todo o país.

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