18.5 C
Oeiras Municipality
Sáb 20 Abril 2024
Inicio Saúde CoronaVirus Variantes do COVID-19 afetam outros órgãos do sistema imunitário, diz estudo

Variantes do COVID-19 afetam outros órgãos do sistema imunitário, diz estudo

Uma investigação do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto concluiu que as variantes do SARS-CoV-2 afetam outros órgãos “fundamentais” do sistema imunitário, em particular a medula óssea e o timo.

Em comunicado, o i3S adianta que a investigação, liderada por Margarida Saraiva, avaliou “de forma detalhada” a infeção provocada por três variantes do vírus SARS-CoV-2 em modelos animais: as variantes Alfa, Delta e Ómicron.

O estudo foi publicado na revista científica iScience e “reforça” outras investigações ao mostrar que as variantes do SARS-CoV-2 “têm um papel importante na severidade da doença [covid-19] e que a severidade tem vindo a diminuir com a evolução natural do vírus”.

Segundo a investigadora, o pulmão foi, inicialmente, o “órgão alvo” do estudo e que a equipa verificou que “os danos no tecido provocados pelas variantes Alfa e Delta são substanciais e acompanhados por uma resposta imune mais agressiva”, contudo, “com a variante Ómicron existe um alívio da resposta imunitária pulmonar”.

Os investigadores decidiram estudar outros órgãos, tendo percebido que, nas infeções mais severas – causadas pela variante Alfa – o “timo é muito afetado, sofrendo uma atrofia”.

“Isto significa que a sua função, ligada às células do sistema imune chamadas linfócitos T, que combatem as infeções, poderá ficar condicionada na fase pós-covid-19”, nota.

Além do pulmão e do timo, a equipa analisou também a medula óssea e concluiu que nos casos das infeções com as variantes Alfa e Delta – “há um produção excessiva de células mieloides” (células com potencial patológico).

“A medula óssea é tão mais afetada quanto maior for a severidade da infeção, provavelmente amplificando essa severidade”, refere.

Margarida Saraiva destaca que o impacto da infeção “ultrapassa o pulmão” e que tal “deve ser tido em conta ao definir terapias para responder a infeções graves causadas pelo SARS-CoV-2” por forma a “tentar acelerar a recuperação do paciente”.

A investigação, que contou com a colaboração de outros grupos de investigação do i3S e da Immunethep, foi financiada pela British Society for Antimicrobial Chemotherapy (BSAC).

COMENTAR

Please enter your comment!
Por favor, digite o seu nome

- PUB -

Os mais lidos

CMCS vence segunda etapa do Campeonato Nacional de Canoagem de Mar 2024. Manuel Duque vence esperanças

Decorreu, no passado sábado 13 de abril, em Angra do Heroísmo – Terceira, Açores, a Etapa II do Campeonato Nacional de Canoagem de Mar...

Praia de Caxias recebe este domingo simulacro de Tsunami

Mais de 60 operacionais, apoiados por 25 viaturas, da Proteção Civil Municipal de Oeiras vão estar, a partir das 10:00 de domingo, na Praia...

CMCS participa do Campeonato Europeu de Canoagem de Mar 2024

Decorreu, no passado sábado 13 de abril, em Angra do Heroísmo – Terceira, Açores, o Campeonato da Europa de Canoagem de Mar 2024. Sob...

Palácio dos Aciprestes vai ser palco do concerto Septeto Martinu

O Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha, recebe o grupo Septeto Martinu no próximo dia 22 de abril, pelas 18h, para uma jornada musical e...

Comentários Recentes